domingo, março 26, 2006

Tornando a Engenharia Genética possível

Nos anos 80, pesquisadores desenvolveram as ferramentas necessárias para transferir genes específicos de um organismo para outro, permitindo a expressão de características desejáveis no organismo receptor.
O que tornou isso possível foi a descoberta de enzimas que podiam ser utilizadas como "tesouras" moleculares para cortar ou remover um segmento de gene de uma cadeia de DNA em um local específico ao longo da fita da DNA. Existem várias dessas enzimas, muitas das quais foram catalogadas de acordo o ponto no qual elas cortam uma molécula de DNA.
As "tesouras" enzimáticas também podem ser utilizadas para abrir um plasmídeo - um anel de DNA normalmente encontrado em bactérias. Os plasmídeos podem passar entre algumas células bacterianas e trocar informação genética.
Para transferir informação genética de uma célula para a outra, uma enzima faz uma abertura em um plasmídeo bacteriano. Os pesquisadores copiam ou colam um segmento retirado de uma fita de DNA doador no plasmídeo. Como as extremidades livres, tanto do plasmídeo como do segmento génico doador, são quimicamente "adesivas", elas podem se ligar umas ás outras - recombinar - para formar um plasmídeo contendo o novo gene. Essa técnica é chamada de clonagem de genes ou tecnologia do DNA Recombinante (rDNA) - termos utilizados concomitantemente com Engenharia Genética. O novo plasmídeo agora carrega instruções genéticas, permitindo que, quando inserido em uma bactéria, esta produza uma proteína que leva a expressão da nova característica.